A flor e eu

Uma flor delicada
Abre suas pétalas de veludo
Ao contato de meus dedos tristes

Ela pergunta: "O que houve?"
"Não há motivos..."

A flor se intriga com a beleza
Que a olha mas não se reconhece

A flor se espanta
Mas a flor não sangra

A flor está
E tudo a ela já foi dado

A flor não sabe o que é lágrima
O que é pranto
O que é a madrugada pensando em ti

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