Não sei, não sei, não sei.
Tudo vai passando na frente, não agarro nada, nada cola em minha mão inerte.
Observo sem identificação.
Estranha falta de propósito.
Dias iguais. Medo de mais dias iguais. Medo de dias iguais nos próximos vinte anos.
Dias iguais são como plantas sem nome e sem flores, que qualquer pingo rega e alimenta.
Não gosto de nada, vivo sem qualquer ilusão. Tudo é muito real, tudo é muito "esse momento".
Lá fora muita luz, toda energia invade os olhos e paralisa.
Toda energia está lá fora. Comigo muita paciência.
Tenho todo tempo do mundo.
Todo tempo do mundo parou para eu ser. E apenas ser é suficiente.
Alegro-me
com o espelho d´água imóvel.
Tudo vai passando na frente, não agarro nada, nada cola em minha mão inerte.
Observo sem identificação.
Estranha falta de propósito.
Dias iguais. Medo de mais dias iguais. Medo de dias iguais nos próximos vinte anos.
Dias iguais são como plantas sem nome e sem flores, que qualquer pingo rega e alimenta.
Não gosto de nada, vivo sem qualquer ilusão. Tudo é muito real, tudo é muito "esse momento".
Lá fora muita luz, toda energia invade os olhos e paralisa.
Toda energia está lá fora. Comigo muita paciência.
Tenho todo tempo do mundo.
Todo tempo do mundo parou para eu ser. E apenas ser é suficiente.
Alegro-me
com o espelho d´água imóvel.
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ora pois pois